PROTEÇÃO CONTRA INSTABILIDADE ECONÔMICA É UMA DAS VANTAGENS DO RENTAL
O 1º Congresso Nacional de Valorização do Rental, realizado nesta quinta-feira, 6, no Construction Congresso, em São Paulo, destacou as vantagens da locação de máquinas na comparação com a compra de equipamentos. Entre uma série de benefícios, Paulo Esteves, diretor da Solaris, apontou a proteção contra as instabilidades da economia brasileira. “Em um momento de forte oscilação do dólar, com interferências do governo brasileiro e do cenário internacional, quem importa maquinário fica refém do câmbio”, afirma. Ele lembrou que a moeda americana tem se valorizado em relação ao real, chegando a patamares acima de R$ 2,15. Ou seja, o empreendedor que comprar uma máquina terá, além do risco de seu próprio negócio, a incerteza da cotação do dólar. Aumento da capacidade de financiamento, controle de custos, utilização de equipamentos adequados e apoio do locador também são apontados como vantagem para quem vai alugar.

Do lado de quem oferece a locação de máquinas, contudo, o mercado brasileiro ainda impõe problemas e deficiências. O custo da mão de obra e a necessidade de treinamento dos operadores prejudicam o ganho das empresas. “Encargos sobre salários chegam a 108% e o preço da hora do trabalhador fica perto de R$ 50”, diz Alisson Daniel Gomes, diretor da Escad Rental, que atua com equipamentos para terraplanagem.

Reinaldo Fraiha Nunes, presidente do Sindicato das Empresas Locadoras de Equipamentos, Máquinas, Ferramentas e Serviços (Sindileq) de Pernambuco, aponta ainda a necessidade de formulação de contratos mais completos e claros. “O documento precisa ter, por exemplo, cláusulas com as condições de saída do bem e de responsabilidade sobre danos. Só assim o setor de rental conseguirá mais respeito e valorização.”

Para vencer estes obstáculos, as empresas do segmento já deram seus primeiros passos, reunindo ideias de profissionais ligados à área. Exemplo disso é o site www.valorizacaodorental.com.br. Com a ferramenta, o segmento pretende agregar conhecimento de negócios e ficar mais perto de mercados maduros, como o do Reino Unido, onde a porcentagem de maquinário alugado em relação ao total chega a 80%. No Brasil, esta parcela está em 30%. “Caberá aos gestores atuais definir as bases para a existência e desenvolvimento da atividade”, destaca Marco Aurélio de Cerqueira, presidente do Sindileq de Minas Gerais.
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